quarta-feira, 29 de junho de 2011

Morte Desanunciada

Hahahaha!!!!!!!!!!!!! Eu, há meses distante deste blog, meio sem assunto, meio sem vontade, meio com preguiça, confesso que me surpreendi com a notícia da morte de Amin (ou Amim) Kahder (ou Khader, talvez). Consta, no meio virtual - que me vejo às vezes obrigada a frequentar - que se trata de um “promoter”, às vezes “repórter” , supostamente “comediante” e, pelos termos atuais, certamente “celebridade”.O tal morto teria falecido na madrugada do dia 28 de junho. Triste, certamente muito triste. Colegas de emissora do tal suposto morto, inconsoláveis, anunciavam com lágrimas nos olhos e rostos consternados, a “passagem” de Amin (ou Amim), com dedos indicadores e polegares socorrendo lágrimas que caíam inadvertidamente, dos cantos internos dos olhos , e soluços a muito custo contidos. E mais soluços, e suspiros. E rios de elogios a seu caráter e companheirismo (isso eu não questiono, só relato). Esta foi a configuração, para usar um termo delicado, da minha manhã de terça.
Poucos instantes atrás, já quase meia noite da mesma terça-feira (minha tarde e noite de terça foram tomadas por compromissos profissionais deliciosos, salve!), qual não foi a minha surpresa!!!!!!!!!!!!!!!! Não só estava o suposto morto “vivinho da silva”, como teria o mesmo corrido alguns quilômetros nos arredores da Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, Cidade Maravilhosa. Como diria a minha madrinha lá do interior: Jesus, Maria, José... ou o mundo tá perdido, oooooou... (minha madrinha nunca completou a frase).
É simplesmente inacreditável, ou sensatamente inaceitável, que a morte seja usada de forma tão frívola e banal, para objetivos que, imagino, nem o mais experiente dos “maquiaveis” seria capaz de imaginar (perdoem meu neologismo, mas a ocasião merece).
De minha parte, já perdi para a morte pessoas indispensáveis. Sinto a falta delas toda hora, até hoje, anos e anos depois. E me seria aviltante, quase ofensivo, “brincar” com o único elo que liga a todos nós, seres humanos: a finitude. Independente de sermos brancos, amarelos, pobres, milionários, especiais ou não, anônimos ou celebridades, só temos uma certeza na vida (como diria minha saudosa avó): para morrer, basta estar vivo! Não é Amin?