Indubitavelmente a moeda tem dois lados: “cara” e “coroa”. Inquestionavelmente, há pessoas “boas” e pessoas “más”, assim como existem profissionais “competentes” e profissionais “incompetentes”. Simples assim: ou “é” ou definitivamente “não é”. Grosso modo, parece que o mundo está polarizado. E acho que, pensando logicamente, talvez esteja mesmo. Não é?
Pessoalmente sempre lutei contra esse tipo de raciocínio maniqueísta. Há nuances e tons indecifráveis em qualquer situação real com a qual nos deparemos. Nenhum ser humano é completamente bom. Ninguém é tão bom que não possa melhorar (chavão, admito!). E o que dizer daqueles que, por piores que nos pareçam, são o melhor que puderam ser, consideradas as devidas circunstâncias (ou contingências, como diriam meus queridos behavioristas).
Mantendo meu tom relativista mas assumindo um lado totalmente radical, há “amigos” e “amigos”. Relativo porque, em linhas gerais, todos são amigos, tolerantes e sinceros, guardadas as devidas proporções. Voltando ao meu absolutismo utópico e completamente radical, ou se é amigo, ou não. Ponto! E defendo isso, com unhas e dentes afiados, a partir daqui.
Alguns adjetivos de nossa linguagem – e consequentemente de nosso cotidiano – não admitem meio termo. Ou se é honesto ou as notas preencherão nossas meias; não existe alguém “meio” cortês, “parcialmente” leal ou “circunstancialmente” engajado. Pois bem, o substantivo “amigo” para mim, é um desses adjetivos. Como eu já disse, ou é, ou não é.
De tantas pessoas que conheço, poucas – eu até diria pouquíssimas – são merecedoras do adjetivo “amigo”. Porque ser amigo é muito mais complexo do que parece. Para mim e, destaco, isso é absolutamente pessoal, “amigo” é palavra perene. É aquele que se faz presente, independente de nossa vontade, como uma quase imposição. Não por força, mas por necessidade natural, por definição. É aquele que temos vontade de mandar uma mensagem no celular de madrugada só pra dizer: “a noite foi massa, faltou você”.
Pronto, achei o que eu queria dizer: amigo é aquele que está presente o tempo todo, ainda que esteja do outro lado do mundo (geográfico). Que merece aquela lágrima mais resistente e o sorriso espontâneo que, se fosse de outro jeito, não existiria. São essas pessoas adjetivadas por “amigo” que dão graça e sentido a todas as nossas histórias. Que não nos levantam, tão pouco nos derrubam, apenas nos dão as mãos (as duas) e se sentam ao nosso lado quando preciso...
Enfim, acho que nessa história de “amigos” sou mesmo radical! Não tenho amigos “guardadas as devidas proporções”. Esses são colegas, conhecidos, coisas do tipo... Amigos, de verdade, e por definição, são mais do que “uma parte da gente”, são a parte da gente que vale a pena contar. E sempre repetir.Ponto final!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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Oi, Naia!!!!
ResponderExcluirAmei!!!!! SAudade!!!!
Beijo!
Nossa!!! adorei...amigos amigos são mesmo os o que nos escutam com todos os sentidos, esses são os imprescindíveis em nossas vidas, a quitessência, desses não abro mão!!!
ResponderExcluirOie...
ResponderExcluiradorei! Essa minha cunhada sabe "falar" bem... quero dizer... escrever!
bjosss
é vdd! poucos são os amigos AMIGOS msm... aqueles que vc sabe que estariam ali pra te apoiar se vc estiver mal.. ou quiser fazer aluma loucura hehe
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