Três de julho de 2010, uma e quatro da manhã. Por mais que eu esteja triste, revoltada, inconformada, acho que nada poderá se comparar ao que eu vou sentir amanhã (que já é hoje) quando eu acordar...
Será uma linda manhã de inverno, sábado, com céu azul, tempo seco e poucas ou nenhuma nuvem no céu. Como todos os sábados, não responderei à ditadura do despertador. E me permitirei dormir mais um pouquinho, displicente, inconsequente... como quem só desperta e espreguiça, bem devagar!
Inevitável, no entanto, será despertar do sonho. Não um sonho banal, com temperos egoístas, individuais... Mas um sonho acalentado há anos, coletivo, de todos nós brasileiros. Um sonho de, pelo menos por instantes, ser primeiro mundo, elite, primeiro lugar...
Certamente, me perguntarei de novo: de quem foi a culpa? Onde erramos? Como assim, de novo, nas quartas de final? De novo derrotados na condição de favoritos absolutos (embora intimamente inseguros, como sempre).
Qual é, afinal, a magia da Copa? Poucas vezes me deparei com meu coração aos solavancos, mesmo aos trinta e poucos anos de idade. Muitas delas, certamente, foi torcendo pela Seleção. Estranhamente sem fôlego, sem razões, e com lágrimas retidas por conta de muito pudor racional.
Pronto, cheguei onde eu queria! Amanhã (que na verdade é daqui a pouco) serei só mais uma brasileira que acordou de um sonho. Patriota incorrigível - confesso -, esperarei pacientemente por 2014, sonhando de vez em quando com um futebol que não existe mais. Aquele de antigamente que empolgava, enchia os olhos... daquele tempo que era difícil saber se era jogo ou dança, se era esporte ou arte. Daquele tempo em que o futebol éramos todos nós, sem exceção.
Contrariando a maioria, que agora certamente elege culpados, rendo minhas graças e elogios a alguns brasileiros de verdade, que honraram nossas cores. Mesmo não fazendo o tal e tão desejado "futebol arte" pintaram, como poucos, o "futebol raça". Acho que neste momento, cada um de nós tem um pouco de Lúcio. E graças a esportistas como ele permanecemos de cabeça erguida, apesar de tanta tristeza.
E é assim, do "jeitinho" brasileiro que esperaremos, resignados porém esperançosos, por 2014. E quem sabe lá, em 2014, sejamos, enfim, Primeiro Mundo (escrito assim, com letras maiúsculas).
Três de julho de 2010, duas e vinte e sete da manhã. Vou dormir agora. E só tenho certeza de uma coisa: vou acordar triste, muito triste!
Será uma linda manhã de inverno, sábado, com céu azul, tempo seco e poucas ou nenhuma nuvem no céu. Como todos os sábados, não responderei à ditadura do despertador. E me permitirei dormir mais um pouquinho, displicente, inconsequente... como quem só desperta e espreguiça, bem devagar!
Inevitável, no entanto, será despertar do sonho. Não um sonho banal, com temperos egoístas, individuais... Mas um sonho acalentado há anos, coletivo, de todos nós brasileiros. Um sonho de, pelo menos por instantes, ser primeiro mundo, elite, primeiro lugar...
Certamente, me perguntarei de novo: de quem foi a culpa? Onde erramos? Como assim, de novo, nas quartas de final? De novo derrotados na condição de favoritos absolutos (embora intimamente inseguros, como sempre).
Qual é, afinal, a magia da Copa? Poucas vezes me deparei com meu coração aos solavancos, mesmo aos trinta e poucos anos de idade. Muitas delas, certamente, foi torcendo pela Seleção. Estranhamente sem fôlego, sem razões, e com lágrimas retidas por conta de muito pudor racional.
Pronto, cheguei onde eu queria! Amanhã (que na verdade é daqui a pouco) serei só mais uma brasileira que acordou de um sonho. Patriota incorrigível - confesso -, esperarei pacientemente por 2014, sonhando de vez em quando com um futebol que não existe mais. Aquele de antigamente que empolgava, enchia os olhos... daquele tempo que era difícil saber se era jogo ou dança, se era esporte ou arte. Daquele tempo em que o futebol éramos todos nós, sem exceção.
Contrariando a maioria, que agora certamente elege culpados, rendo minhas graças e elogios a alguns brasileiros de verdade, que honraram nossas cores. Mesmo não fazendo o tal e tão desejado "futebol arte" pintaram, como poucos, o "futebol raça". Acho que neste momento, cada um de nós tem um pouco de Lúcio. E graças a esportistas como ele permanecemos de cabeça erguida, apesar de tanta tristeza.
E é assim, do "jeitinho" brasileiro que esperaremos, resignados porém esperançosos, por 2014. E quem sabe lá, em 2014, sejamos, enfim, Primeiro Mundo (escrito assim, com letras maiúsculas).
Três de julho de 2010, duas e vinte e sete da manhã. Vou dormir agora. E só tenho certeza de uma coisa: vou acordar triste, muito triste!

Naná! Pelo menos os argentinos também estão tristes, muito tristes!
ResponderExcluirbeijos!!