Uma vez me disseram que a palavra "saudade" só existe na língua portuguesa. E eu acreditei. E acredito até hoje... me desculpem os mais cultos e letrados. Na verdade, tudo que eu ouvi falar sobre isso só confirmou a versão, para mim, original. Segundo se fala por aí, nehuma outra palavra ou expressão, em qualquer outra língua viva, equivale plenamente à nossa tão conhecida "saudade".
Como boa brasileira, interiorana, de sangue mestiço, e de muito boa vontade, aprendi desde cedo que "sentir saudade" é muito mais do que sentir falta de alguém (tipo "I miss you" do inglês) ou de algum lugar onde estão as raízes (tipo o "banzo" dos escravos africanos no Brasil). Saudade é algo que todos, sem exceção, em algum momento da vida sentimos mas que, provavelmente, pouquíssimos de nós saberiam explicar.Eu mesma não saberia.
Eu, como boa apreciadora das palavras, posso dizer de minha parte, e sem grandes devaneios teóricos, que saudade vai e vem, como o mar. Às vezes tenho saudades da infância, como quem assiste a um filme em preto em branco. Às vezes tenho saudades dos que já se foram, como quem repete incessantemente uma linda oração. Às vezes até tenho saudades do que eu ainda não vivi... estranho isso, né?
Mas posso ser bem egoísta, e falar única e exclusivamente de uma saudade pontual, específica, bem delimitada que andava me perturbando ultimamente? Acreditem se quiserem, meus queridos leitores: eu estava morrendo de saudades de escrever para vocês. Tá, tudo bem, pode parecer piegas... mas corro esse risco com satisfação.E quem me acompanha no blog e no dia-a-dia, sabe que é de coração! Nossa, isso foi ainda mais piegas, né?
Bom, vamos lá. Chega de justificar... Estou com saudades meeeesmo!!!!!
Em algum "post" anterior eu já tinha falado que não conseguia entender como havia ficado tanto tempo sem escrever, se justamente escrevendo eu me entendo e me reinvento... lembro bem disso! Lembro também que naquela ocasião eu tinha meio que "tirado férias de mim mesma", tipo assim "tô sem inspiração, sem ideias legais, sem nada de interessante pra dizer"... bobagem! Bobagem total!
Desta vez as férias foram compulsórias! Nestes intermináveis dias que não postei nada de novo (por forças absolutamente tácitas, cotidianas, mundanas) tantas coisas aconteceram! E antes de dormir,por todos esses dias, ensaiei crônicas elaboradíssimas e muito divertidas . Contos? Pelo menos uns quatro, daqueles que misturam humor e emoção e que agora, que volto à cena, não consigo me lembrar...
Mais uma vez, não pretendo me justificar, mas peço licença para me explicar (de novo) se me permitem. As férias foram compulsórias porque um turbilhão de "dia-a-dia" me atropelou, de dezembro pra cá. Mudança de casa, Natal, Revéillon, fim de Doutorado. E com tudo isso, reavaliações de planos, objetivos e sonhos. E depois de tudo isso, alguns quilos e reais a menos, muitos suspiros de lembranças e sorrisos do por vir, sempre tão bem vindos, e nenhuma, nem uma única linha... Pela primeira vez, a saudade virou angústia.
E com tudo isso que aconteceu, e que eu não pude evitar nem compartilhar com vocês (até agora, prometo), descobri um novo sentido para a palavra saudade. Descobri que posso ter saudade de um lugar, ou de uma época. Certamente, de pessoas e de momentos. Mas, definitavamente, descobri que não posso ter saudades de mim mesma. Confuso? Novamente explico: Nesses intermináveis dias que não pude compartilhar meus pensamentos e minhas (amadas) palavras aqui, descobri que todas as outras "saudades" só são possíveis e saudáveis se, de tempos em tempos, eu me reinventar, me reescrever, me reexplicar. E isso, basicamente, é o que eu faço aqui, no Cotidiano Open Bar.
Essa eu faço questão de assinar, lírica e pessoalmente: Beijos a Todos,
Lira Pessoa!
Como boa brasileira, interiorana, de sangue mestiço, e de muito boa vontade, aprendi desde cedo que "sentir saudade" é muito mais do que sentir falta de alguém (tipo "I miss you" do inglês) ou de algum lugar onde estão as raízes (tipo o "banzo" dos escravos africanos no Brasil). Saudade é algo que todos, sem exceção, em algum momento da vida sentimos mas que, provavelmente, pouquíssimos de nós saberiam explicar.Eu mesma não saberia.
Eu, como boa apreciadora das palavras, posso dizer de minha parte, e sem grandes devaneios teóricos, que saudade vai e vem, como o mar. Às vezes tenho saudades da infância, como quem assiste a um filme em preto em branco. Às vezes tenho saudades dos que já se foram, como quem repete incessantemente uma linda oração. Às vezes até tenho saudades do que eu ainda não vivi... estranho isso, né?
Mas posso ser bem egoísta, e falar única e exclusivamente de uma saudade pontual, específica, bem delimitada que andava me perturbando ultimamente? Acreditem se quiserem, meus queridos leitores: eu estava morrendo de saudades de escrever para vocês. Tá, tudo bem, pode parecer piegas... mas corro esse risco com satisfação.E quem me acompanha no blog e no dia-a-dia, sabe que é de coração! Nossa, isso foi ainda mais piegas, né?
Bom, vamos lá. Chega de justificar... Estou com saudades meeeesmo!!!!!
Em algum "post" anterior eu já tinha falado que não conseguia entender como havia ficado tanto tempo sem escrever, se justamente escrevendo eu me entendo e me reinvento... lembro bem disso! Lembro também que naquela ocasião eu tinha meio que "tirado férias de mim mesma", tipo assim "tô sem inspiração, sem ideias legais, sem nada de interessante pra dizer"... bobagem! Bobagem total!
Desta vez as férias foram compulsórias! Nestes intermináveis dias que não postei nada de novo (por forças absolutamente tácitas, cotidianas, mundanas) tantas coisas aconteceram! E antes de dormir,por todos esses dias, ensaiei crônicas elaboradíssimas e muito divertidas . Contos? Pelo menos uns quatro, daqueles que misturam humor e emoção e que agora, que volto à cena, não consigo me lembrar...
Mais uma vez, não pretendo me justificar, mas peço licença para me explicar (de novo) se me permitem. As férias foram compulsórias porque um turbilhão de "dia-a-dia" me atropelou, de dezembro pra cá. Mudança de casa, Natal, Revéillon, fim de Doutorado. E com tudo isso, reavaliações de planos, objetivos e sonhos. E depois de tudo isso, alguns quilos e reais a menos, muitos suspiros de lembranças e sorrisos do por vir, sempre tão bem vindos, e nenhuma, nem uma única linha... Pela primeira vez, a saudade virou angústia.
E com tudo isso que aconteceu, e que eu não pude evitar nem compartilhar com vocês (até agora, prometo), descobri um novo sentido para a palavra saudade. Descobri que posso ter saudade de um lugar, ou de uma época. Certamente, de pessoas e de momentos. Mas, definitavamente, descobri que não posso ter saudades de mim mesma. Confuso? Novamente explico: Nesses intermináveis dias que não pude compartilhar meus pensamentos e minhas (amadas) palavras aqui, descobri que todas as outras "saudades" só são possíveis e saudáveis se, de tempos em tempos, eu me reinventar, me reescrever, me reexplicar. E isso, basicamente, é o que eu faço aqui, no Cotidiano Open Bar.
Essa eu faço questão de assinar, lírica e pessoalmente: Beijos a Todos,
Lira Pessoa!

saudades...
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